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Pixar, Steve Jobs e uma decisão de risco: conheça essa história

A Pixar foi, inicialmente, uma empresa de Hardware e vendia supercomputadores para efeitos especiais Quando Steve Jobs adquiriu a Pixar, em 1986, o mercado viu como uma decisão um tanto quanto estúpida da parte da Lucasfilm, então controladora da empresa [...]

A Pixar foi, inicialmente, uma empresa de Hardware e vendia supercomputadores para efeitos especiais

Quando Steve Jobs adquiriu a Pixar, em 1986, o mercado viu como uma decisão um tanto quanto estúpida da parte da Lucasfilm, então controladora da empresa que, na época, era apenas uma divisão sua responsável pela produção de efeitos especiais. Responsável por trabalhos de sucesso e detentora de tecnologias que estavam bem à frente da concorrência em Hollywood, a companhia se tornou uma arma poderosa nas mãos do co-fundador da Apple.

Inicialmente, a proposta era aperfeiçoar os serviços prestados à indústria cinematográfica. A Pixar foi, inicialmente, uma empresa de Hardware e vendia supercomputadores preparados para desenvolvimento de efeitos especiais. Tudo a ver com Jobs. Mas não deu certo. No começo dos anos 1991, o negócio ia muito mal. Desde a aquisição, só havia dado prejuízos e o que, inicialmente, parecia ter sido um negócio da China (estima-se que Jobs tenha pago à Lucasfilm entre US$ 5 mi e US$ 10 mi, um valor baixíssimo para uma transação desse tipo) começava a naufragar sem dar resultados.

Surgiram propostas de compra naquele início de década e Jobs quase aceitou a revenda, mas preferiu uma última cartada. Fechou um acordo com a Disney uma parceria para o lançamento de três filmes em conjunto. O primeiro deles seria Toy Story. E a má fase acabou aí. A produção arrecadou, em 1995, mais de US$ 300 milhões.

A decisão histórica

Nos anos que se seguiram ao sucesso de Toy Story, a Pixar se consolidou como uma das grandes da animação, ganhou vários prêmios e, claro, chamou a atenção da antiga parceira, a Disney, que via ali agora uma concorrente. Estava pavimentado o caminho para a transação que incorporou a Pixar à família do Mickey e transformou Jobs no maior acionista individual da Disney.

Por trás dessa história, no entanto, há um caso pouco conhecido e que poderia ter atrapalhado as negociações. Um dia antes de fechar o negócio, Jobs comunicou ao então presidente da Disney que seu câncer havia voltado e que ele precisaria tomar uma decisão. Isso, sozinho. Até aquele momento, só Jobs, a esposa e o médico sabiam da doença. Ao contar ao executivo, disse que ele não poderia contar a ninguém e teria que decidir seguir com o negócio o não.

No dia seguinte, Bob Iger, o presidente da Disney, assinou o acordo de compra. Depois de conversar apenas com o vice-presidente e o advogado-chefe da companhia, decidiu seguir com o negócio e afirmou que estava comprando a Pixar por tudo que ela era e que o legado de Jobs sobreviveria sem ele.

Afinal de contas, negócios duradouros de verdade são aqueles que ganham vida própria. Concordam?

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